A anamnese psiquiátrica é o principal instrumento que o psiquiatra clínico tem para conhecer seu paciente, colher sua história de doença, estabelecer um diagnóstico e, por conseguinte, propor um tratamento. Diferentemente de outras áreas da medicina, a psiquiatria tem pouco auxílio dos exames laboratoriais, embora essa seja uma área de notável crescimento nos últimos anos, ainda está muito longe das outras especialidades médicas. Julgue os itens a seguir:
I. Em um primeiro contato, é aconselhável confrontar o paciente com possíveis delírios, é um momento de conhecimento mútuo e de empatia. O médico não deve concordar com as idéias persecutórias que porventura o paciente apresente, ou com um delírio de culpa, ou tendência suicida, deve mostrar que não está de acordo com aquilo que o paciente diz.
II. Com pacientes em que se suspeite de idéias de suicídio, este deve ser investigado à fundo, mas evitando-se perguntar diretamente ao paciente se há essa possibilidade. Falar-se de suicídio com o paciente o induz a isso.
III. Um exame físico que investigue minimamente o doente deve ser feito. Ao psiquiatra não é exigido um exame detalhado, mas como médico ele deve estar preparado para detectar possíveis patologias orgânicas que podem estar contribuindo ou mesmo causando uma alteração de comportamento.
IV. A queixa principal pode ou não ser manifesta pelo doente. É o motivo pelo qual o paciente foi à consulta. Muitas vezes, o paciente não tem queixa própria e mesmo nega a doença, atribuindo a outros sua problemática. Em algumas ocasiões, uma queixa “falsa” pode mascarar outro sintoma que realmente motivou a consulta.
São informações falsas: