Não há sistema de saúde sem que os trabalhadores de
saúde, no setor público e no setor privado, sejam respeitados,
tratados com dignidade, adequadamente remunerados e
comprometidos com a eficácia social dos serviços de saúde.
É fundamental a reorientação da política de recursos humanos
para que a capacidade instalada de serviços de saúde e a extensão
de cobertura realizem suas potencialidades de transformar as
condições de saúde e de gerar impacto nos indicadores de saúde
da população brasileira. É necessário resgatar os conceitos de
servidor público e de serviço público, desgastados nos anos 90,
para alargar e fortalecer as bases sociais do Sistema Único de
Saúde (SUS).
Carta à sociedade brasileira, aos partidos políticos, aos candidatos e candidatas à Presidência da República, aos governos estaduais e distrital, à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, redigida pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO) e pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) em 17/12/20
Considerando o texto acima como referência inicial, é correto afirmar que a reorientação da política de recursos humanos, segundo a correção das soluções em face das práticas modernas de desenvolvimento de RH e das necessidades do SUS, inclui o(a)
incremento nas oportunidades de capacitação, adoção de critérios de progressão funcional e remuneração baseados não apenas no cargo mas também no tempo de serviço.