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3685557 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
Texto para a questão
um cego visita o museu
passo a passo,
de sala em sala
supõe a voz sábia de um guia
a orientação de aluguel
o leva a palácios, a alas
de especiarias, tesouros
eis que o cego pensa a pintura:
nuances, matizes, detalhes
o leque da luz, todo o espectro
a leitura táctil nenhuma
lhe esconde o relevo da tela
seu desejo solto, sem réplica
um cego visita as estéticas
fantasia tais diferenças
(os traços, rabiscos, desenhos)
se vê frente a frente com épocas
reunidas na galeria
com a mesma inércia do tempo
no museu igualam-se as datas
a hora da obra ocorre
durante a leitura dos quadros
mas o cego quer tudo às claras
o obscuro sentido que à vista
de todos é causa de impacto
Marcus Vinicius, “Um cego visita o museu”.
“[Um exemplo, dentre os] documentos que embasaram o embrião de mudança das estratégias de atração de público para os museus e espaços de cultura nas ações promovidas pelo ICOM [...], no Seminário da Unesco sobre a Função Educativa dos Museus de 1958, pontuou-se a necessidade de promoção de mudanças nas formas tradicionais de exposição, citando casos de exposição ecológica que levava em consideração o contexto de coleta do objeto e exposição polivalente que adequava a mensagem para um nível médio de visitantes com recursos audiovisuais e didáticos. Esse apontamento pode ser considerado como preâmbulo do desenvolvimento de propostas sensoriais nos museus. [...] Nos modelos de museus propostos pela nova museologia entre os anos 1960 e 1980 (ecomuseus, museus comunitários e museus de território), a comunicação sensorial em sentido amplo era proporcionada pela natureza dos espaços de cultura abertos e integrados ao território, com seus temas ligados aos hábitos, cultura e manifestações populares de comunidades apartadas dos grandes centros urbanos e sociais.”

SARRAF, Viviane Panelli. A comunicação dos sentidos nos espaços culturais brasileiros: estratégias de mediações e acessibilidade para as pessoas com suas diferenças. 2013. P.45. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) PUC-SP, São Paulo, 2013.

Em 1992, no campo dos museus, em um Encontro Regional do ICOM da América Latina, no âmbito do Seminário "A Missão dos Museus na América Latina Hoje: Novos Desafios", a comunicação foi considerada um elemento chave para o desenvolvimento de estratégias de acessibilidade para os diferentes públicos dos museus e espaços culturais, buscando mudança no discurso da museologia tradicional, com o objetivo de promover maior participação. O referido encontro gerou a seguinte declaração:
 

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