o mundo com a tragédia da cineasta ucraniana Halyna Hutchins, morta pelo disparo de uma arma que cenográfica, no dia 21 último, durante as filmagens de um western. Halyna tinha 42 anos. Ainda estava
começando, mas já de seu domínio de diversas disciplinas do cinema: era diretora de fotografia, operadora de câmera e criadora de uma surpreendente luz pessoal.
Atuava também como produtora, e seu destino, para todos brilhante, seria a direção. A morte cortou esse destino, e Halyna
se juntou à galeria de artistas que não souberam o que o futuro . Não há uma data certa para morrer, claro.
Mas alguns poderiam ter esperado mais um pouco.
(Ruy Castro, “A morte cedo demais”.
Folha de S.Paulo, 31.10.2021. Adaptado)