Se o processo avaliativo requer uma compreensão do aluno na sua totalidade, ele requer também critérios avaliativos que superem uma análise comportamental e uniforme das experiências vividas por esse sujeito. Se as crianças são diferentes, o trabalho coletivo não pode prescindir dessa diferença na aplicação da avaliação, pois a busca por um modelo ideal de avaliação sempre representa a busca por um modelo ideal de criança e de aluno que não existe.
Se faltar ao avaliador a intencionalidade pedagógica, ética e estética exigida pela avaliação, o processo avaliativo, seja por meio de registros diários, semanais ou bimestrais, ficará reduzido a espontaneísmo pedagógico e exigência burocrática improdutiva em relação ao projeto político- pedagógico, do qual a escolha da avaliação deve ser a expressão.