A literatura de referência sinaliza que a origem da questão social, sob influência de determinada perspectiva teórica, está relacionada a problemas subjetivos e aos comportamentos dos indivíduos. Contrariamente, perspectivas críticas reforçam que a “questão social” e suas expressões não estão descoladas das contradições advindas da relação social e produtivamente estabelecidas entre o capital e o trabalho que, estruturalmente, ampliam a produção e o acúmulo de riquezas para uns poucos, ao passo que precariza as condições de vida e de sobrevivência de outros tantos. Assim sendo, o entendimento é que ela “está na base dos movimentos da sociedade brasileira, como produto e condição da ordem burguesa e diz respeito à sociedade de classes”. A partir desses argumentos, infere-se que a questão social
I - expressa um conjunto de problemas políticos, sociais e econômicos que a formação da classe operária e seu ingresso no cenário político desencadeiam, no curso da constituição e desenvolvimento da sociedade capitalista.
II - é a expressão da sociabilidade erguida sob o comando do capital, com todos os efeitos sociais que emergem da luta pela apropriação da riqueza social criada a partir do trabalho não pago.
III - constitui sinônimo de pobreza sem, contudo, ter vinculação com o modo de produção capitalista.
IV - também é sinônimo de rebeldia e resistência, num terreno movido por interesses distintos.
Com base nas questões apresentadas, é possível dizer que é CORRETO o que se afirma em: