As raízes históricas dos estudos organizacionais estão profundamente inseridas em um conjunto de trabalhos que ganhou expressão a partir da segunda metade do século XIX, e que antecipava, de forma confiante, o triunfo da ciência sobre a política, bem como a vitória da ordem e do progresso coletivos concebidos racionalmente acima da recalcitrância e irracionalidades humanas. Todavia, fundamentar os pressupostos de que qualidades racionais e éticas são inerentes à organização moderna é algo cada vez mais contestado por vozes que criticam radicalmente a objetividade e bondade “natural” das organizações. A história do pensamento administrativo é claramente excludente de temas centrais que obscurecem o avanço mais concreto da Ciência da Administração. Entre os temas marginalizados, podem-se citar