No começo da tarde do dia 2 de agosto, quinta-feira, o empresário paranaense João Guilherme Leprevost entrou em um bar em São Paulo. Sentou, tomou um chope, deu uma olhada no ambiente e foi embora. Seguiu direto para outro bar. O mesmo ritual repetiu-se até a meia-noite, e incluiu dezessete bares. Detalhe. Leprevost está longe de ser um pinguço. Ele é proprietário do Bar Brahma em Curitiba. Seu “roteiro etílico”, como ele mesmo diz, foi para se atualizar acerca do que há de melhor nos bares paulistas.
O estabelecimento de Leprevost é o primeiro bar brasileiro instalado em uma fábrica de cerveja — no caso, a AmBev da Avenida Getúlio Vargas, na capital do Paraná. O Bar Brahma também é pioneiro em ter uma cervejaria como parceira (o bar homônimo de São Paulo é autorizado apenas a utilizar o nome). A idéia de abrir o boteco dentro da fábrica foi do próprio Leprevost, para aproveitar um espaço que já foi até cocheira, na época em que a cerveja era entregue nas carroças.
Com o sinal verde da AmBev, partiu-se em busca de uma identidade para o lugar. “Faltavam bons bares à moda antiga em Curitiba”, diz Leprevost. “O nosso veio resgatar a tradição dos botequins”.
Fábio Peixoto. Exame, 22/8/2001, p. 21 (com adaptações).
Em face da situação acima descrita, julgue o item que se segue.
A pesquisa realizada pelo empresário não pode ser considerada uma pesquisa de marketing por não seguir um plano amostral.