Vaso Chinês
Alberto de Oliveira
Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.
Fino artista chinês, enamorado
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.
Mas, talvez por contraste à desventura -
Quem o sabe? -
de um velho mandarim Também lá estava a singular figura;
Que arte, em pintá-la! A gente acaso vendo-a Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.
(Disponível em http://www.jornaldepoesia.jor.br/ao06.html)
“Contador sobre o mármor luzidio.” O termo grifado tem o mesmo significado que: