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2130512 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Arbitrária fortuna! Desprezível
Mais que essas almas vis, que a ti se humilham,
Prosterne-se a teus pés o Brasil todo;
Eu, nem curvo o joelho. […]

Não – reduzir-me a pó, roubar-me tudo,
Porém nunca aviltar-me pode o fado;
Quem a morte não teme, nada teme
Eu nisto só confio. [...]

Cingida a fronte de sangrentos loiros
Horror jamais inspirará meu nome;
Nunca a viúva há de pedir-me o esposo,
Nem seu pai a criança.

Nunca aspirei a flagelar humanos.
Meu nome acabe, para sempre acabe,
Se para libertar do eterno olvido
Forem precisos crimes. […]

Exulta, velha Europa: o novo Império,
Obra-prima do Céu! Por fado ímpio
Não será mais o teu rival ativo
Em comércio e marinha.

Aquele, que gigante inda no berço
Se mostrava às nações, no berço mesmo
É já cadáver de cruéis harpias,
De malfazejas fúrias.

BONIFÁCIO, José. Poesias. Rio de Janeiro: Academia Brasileira, 1942 (coleção Afrânio Peixoto), p. 157-158, com adaptações.

Com relação aos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

Nas duas últimas estrofes, o autor expressa sua visão de que o Brasil poderia ter sido rival econômico do Velho Continente, mas se tornou presa de aves de rapina.

 

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