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2645641 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Iporã Oeste-SC
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 2.

Educação e pandemia: os impactos do isolamento na volta às aulas presenciais

Há pouco mais de um mês, as escolas da rede estadual e privada do estado de São Paulo passaram a receber 100% de seus estudantes, sem revezamento de alunos e sem o distanciamento de um metro entre as carteiras. Apesar de as atividades escolares buscarem o retorno à normalidade, os estudantes que chegam às escolas agora são diferentes daqueles que foram para casa no início da pandemia. A maior parte das redes estaduais de ensino retomaram atividades presenciais. Além de São Paulo, outros estados autorizaram o retorno de 100% dos alunos às salas de aula, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Amazonas e Mato Grosso. Algumas unidades de ensino e até municípios inteiros têm, porém, suspendido atividades após a detecção de casos de Covid-19 entre estudantes. Mas outro problema de saúde também preocupa. De acordo com levantamento da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), estima-se que, no mundo todo, um a cada sete indivíduos com idade entre 10 e 19 anos viva com algum transtorno mental diagnosticado. No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia Ipec a pedido da Pfizer mostrou que os jovens foram os mais afetados por problemas mentais durante a pandemia. Silmara Meireles, psicóloga e integrante da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (Asec Brasil/Movimento Saber Lidar), observa que muitas crianças e adolescentes sentiram emocionalmente as restrições de contato a ponto de terem a saúde mental comprometida. "As crianças e os jovens sofreram muito com o impacto da pandemia por conta do isolamento social, pelo fato de não estarem na escola", analisa. A psicóloga também cita o crescimento do número de estudantes com transtornos de ansiedade e de depressão. Um estudo realizado no final de 2020 por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constatou que estudantes do 9º do Ensino Fundamental e do Ensino Médio em escolas públicas estaduais e municipais das periferias de São Paulo e Guarulhos foram diagnosticados com depressão (10,5%) e ansiedade (47,5%). São diversos os fatores que podem gerar essas condições nas crianças e adolescentes, como as aulas remotas, a falta de interação com pessoas da mesma faixa etária, a convivência com adultos estressados em casa - ou em home office ou se colocando em risco para trabalhar. "Temos vários cenários que causaram impacto nesse período de isolamento, e esses impactos emocionais têm efeitos que vão aparecer agora [presencialmente] no ambiente escolar", afirma Silmara Meireles.

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Ainda sobre o assunto relacionado ao texto, marque a alternativa CORRETA.

 

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