A queima de combustíveis fósseis pode gerar poluentes como o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio, sendo os principais componentes da chuva ácida. Estes gases, ao se unirem com o vapor d’água atmosférico, transformam-se, respectivamente, em ácido sulfúrico e ácido nítrico diluídos, dando origem à chuva ácida. A esse respeito, pode-se afirmar que:
I. Uma das consequências da deposição de chuvas ácidas no solo é a lixiviação de nutrientes como o potássio, o cálcio e o magnésio, em virtude do aumento de íons hidrogênio.
II. A chuva ácida provoca danos no tecido vegetal, além prejudicar o sistema radicular das plantas, pelo aumento da disponibilidade do alumínio trocável na solução do solo. Pode, também, afetar bactérias responsáveis pela produção do Húmus e fungos como as micorrizas.
III. Com a presença de chuvas ácidas, aumenta o potencial corrosivo da atmosfera o que prejudica monumentos antigos, como, por exemplo, o Partenon na Grécia e as obras de aleijadinho, em Ouro Preto.
IV. Eventos episódicos, como erupções vulcânicas, podem lançar gases na atmosfera, como dióxido de enxofre, provocando, naturalmente, o aparecimento de chuva ácida, porém, estes eventos respondem somente por cerca de 10% da poluição atmosférica mundial.