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Um paciente com 60 anos de idade
procurou o ambulatório de clínica médica queixando-se de apresentar, há
dois meses, dispneia aos mínimos esforços, ortopneia, nictúria, edema
facial matinal e edema de membros inferiores vespertino. Tinha
antecedentes de diabetes melito e hipertensão arterial há dez anos.
Fazia uso frequente de anti-inflamatórios não esteroidais para tratar
dorsalgia. O exame físico revelou pressão arterial em valores de 160
mmHg x 110 mmHg, pulso de 90 bpm e edema facial. Nos exames
laboratoriais, verificaram-se ureia de 100 mg/dL, creatinina de 2 mg/dL,
potássio de 4 mEq/L, glicemia de 300 mg/dL e proteinúria de 3+/4+ sem
hematúria.
Considere que o paciente do caso clínico citado anteriormente tenha mostrado um quadro de hipertensão arterial que pode ter uma causa secundária, conforme ocorre em cerca de 5% a 10% dos casos de hipertensão secundária. A maioria possui um tratamento específico e, em alguns casos, pode-se chegar à cura da doença hipertensiva. No que diz respeito ao assunto e com base na V Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial Sistêmica, julgue o item a seguir.
Diferença de 20 mmHg na pressão sistólica e de 10 mmHg na pressão diastólica aferida entre os membros superiores indica a necessidade de se investigarem doenças arteriais.