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1007914 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
Soneto (Guilherme de Almeida)
Quando a chuva cessava e um vento fino
Franzia a tarde tímida e lavada,
Eu saía a brincar, pela calçada,
Nos meus tempos felizes de menino.
Fazia, de papel, toda uma armada;
E, estendendo meu braço pequenino,
Eu soltava os barquinhos, sem destino,
Ao longo das sarjetas, na enxurrada...
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
Que não são barcos de ouro os meus ideais:
São feitos de papel, são como aqueles,
Perfeitamente, exatamente iguais...
- Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!
Veja os itens seguintes e, de acordo com o soneto, assinale a alternativa correta.
I - Lendo o poema, percebemos que, em relação ao conteúdo, ele poderia ser dividido em duas partes, uma representada pelas duas primeiras estrofes e outra pelas duas últimas.
II - Na primeira parte do poema, o eu lírico fala de seus tempos felizes de menino, quando fazia barquinhos de papel e os soltava pela enxurrada.
III - Na segunda parte do poema, o eu lírico já é moço, adulto, e compara seus ideais a barquinhos de papel, que vão com a enxurrada e não voltam mais.
IV - Na primeira parte do poema, predomina o tempo verbal no pretérito imperfeito do indicativo, empregado na descrição do passado do eu lírico. Na segunda parte, predominam o presente do indicativo na terceira estrofe (em que o eu lírico traz o assunto para o presente e constata a semelhança entre seus ideais e os barquinhos) e o pretérito perfeito do indicativo na última estrofe (quando ele compara a perda dos ideais à ida dos barquinhos).
 

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