Em relação a estilo de viajar, há basicamente duas formas. Aqueles que podem, fazem-no com vagar, conhecendo bem os lugares e saboreando a experiência do novo. Os que não podem, porque têm pouco tempo, ou pouco dinheiro, ou ambos, recorrem ao estilo “correria e ansiedade”.
Minha primeira viagem à Europa foi assim. Percorremos, minha mulher e eu, um número assombroso de cidades, numa época em que a Europa podia ser feita a cinco dólares por dia. Em cada lugar que chegávamos era um susto: o número de museus, de lugares históricos, de pontos de interesse, enfim, era sempre muito maior do que imaginávamos. E chegávamos a nos queixar: precisava a Europa ser tão culta? Precisava concentrar tantas obras de arte? Passada essa fase inicial, iniciávamos a maratona, que exigia muita resistência e sacrifício: nossas refeições limitavam-se a sanduíches, as horas de sono eram drasticamente reduzidas. No Brasil a gente poderá comer e dormir, prometíamo-nos.
A palavra “drasticamente”, no penúltimo período do texto, de acordo com o contexto em que se insere, significa: