Na tarde em que o príncipe dom Pedro e sua guarda de honra chegaram às margens do Ipiranga naquele célebre dia 7 de setembro de 1822, o Brasil era majoritariamente negro e africano, o maior território escravista da América naquele início do século XIX, cuja rotina era pautada pelo chicote e pela violência contra os cativos. O novo país independente nascia empanturrado de escravidão. E assim permaneceria até quase o final do século XIX. Homens e mulheres escravizados perfaziam mais de um terço do total da população. Os indígenas, a esta altura já dizimados por guerras, doenças e invasão de seus territórios, sequer apareciam nas estatísticas.
Laurentino Gomes. Escravidão (Volume III). Rio de Janeiro:
Globo Livros, 2022 (com adaptações).
Com base na leitura do texto anterior, julgue o item que se seguem, concernentes ao período de surgimento do Brasil como Estado-nação.
Infere-se do texto referido que, superada a hegemonia da economia açucareira nordestina (séculos XVI e XVII) e da mineração (século XVIII), a população escrava do Brasil encontrava-se reduzida e concentrada em algumas porções do território.