texto 1
"Todas essas mudanças na maneira de ver o mundo, as sociedades e as pessoas, que não eram mais hierarquizadas a partir das suas características biológicas, fortaleceram um movimento de afirmação da negritude e de valorização das coisas africanas, do qual participaram os países que no passado estiveram envolvidos com a escravidão e o tráfico de escravos – razão do transporte de mais de 10 milhões de pessoas da África para as Américas."
(SOUZA, Marina de M. África e Brasil africano. 2. ed. São Paulo: Editora Ática, 2007, p. 143.)
texto 2
"Está em curso uma reconsideração da história do Brasil por meio do ensino de história (...). Por um lado, em direção à positivação, operação necessária, o que pode gerar a superação de abordagem marcadas por tons vitimizantes ou pautadas pela violência e sub-representação. A positivação envolve, nesse contexto, tanto a afirmação do dever de memória convocado pela sub-representação ou pelo silenciamento, quanto a consciência do direito à história negado socialmente e mantido pelas tradições didáticas."
(PEREIRA, Júnia S. Da ruína à aura:
convocações da África no ensino de história. MAGALHÃES,
Marcelo; ROCHA, Helenice; RIBEIRO, Jayme; CIAMBARELLA, Alessandra (org.). ensino de história. Usos do Passado, memória e mídia. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014, p. 193.)
Um professor de História levou para sala de aula uma propaganda comercial vinculada em 2018 de uma famosa marca, prometendo a cada Chester vendido a doação de outro para “uma família que precisa”. Na peça de divulgação da campanha, foram representadas pessoas negras como a “família que precisa” na ceia de Natal e, por outro, atribuída a virtude da caridade a uma família branca.
Considerando que os trechos acima foram as referências para a elaboração da sequência didática, a proposta consistia em