A Revista Veja, em reportagem de 05 de junho de 2019, citou o Relatório da Organização Mundial da Saúde, de 2018, sobre as Consequências das Doenças Mentais na Região das Américas, em que o Brasil recebeu o título de “país mais ansioso do mundo”. Críticos à excessiva psiquiatrização e medicalização da vida, como o historiador Leandro Karnal e a psicóloga Rosely Sayão, destacam a “epidemia de diagnósticos”, que supervaloriza o sintoma e apaga a pessoa que está por trás dele.
Franco Basaglia (2005) considera que o fenômeno da psiquiatrização não foi interrompido com o movimento da desinstitucionalização, mas que foram introduzidas algumas adaptações nos dispositivos assistenciais. Para o autor, o objetivo prioritário, nessa transformação institucional, é