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O riso não é coisa rasa. É sinal de que lutamos para entender que somos animais inteligentes. Aliás, como disse nosso afiadíssimo Veríssimo, o ser humano é o único animal que sabe que é… irracional.

A inteligência sorri (e até solta gargalhadas barulhentas), ao perceber uma descontinuidade lógica que vem inaugurar uma nova continuidade. A continuidade anterior, há pouco, estaria na ideia repetida de que “o ser humano é um animal racional”. Mas Veríssimo introduz a surpresa e nos diz algo que ninguém, aparentemente, havia afirmado desta maneira: somos seres irracionais… e sabemos disso!

Algo na mesma direção havia escrito Gilbert Chesterton: “O louco é aquele que perdeu tudo, exceto a razão”. Esperávamos a continuidade do já sabido (o louco perdeu a razão). Mas aí vem Chesterton e cria uma descontinuidade (o louco só não perdeu a razão). Ele perdeu tudo justamente porque entronizou a razão. Loucos fanáticos, por exemplo, podem convencer os outros com seus argumentos. Estão convictos de que sabem tudo, o que, por si só, revela a insanidade!

As coisas que todos aceitam como verdadeiras, desconstruídas e, depois transformadas em coisas ainda mais verdadeiras, nos fazem rir. O meu riso avisa que entendi a denúncia.

O riso é realmente uma questão de escolha. E de visão. Como acontece com as leituras.

Disponível em: https://www.revistaeducacao.com.br/. Acesso em: 09 ago. 2019. (Adaptado).

Assinale a alternativa cujo conteúdo contradiz o que foi exposto no texto.

 

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