Em busca do equilíbrio
A temática da sustentabilidade insere-se atualmente como pauta obrigatória nas discussões políticas, econômicas, sociais e ambientais. Nas últimas décadas, é crescente a preocupação e o interesse dos diversos segmentos da sociedade com relação ao impacto ambiental, provocado pelo uso intensivo dos recursos naturais, sem a consideração da capacidade de suporte dos ecossistemas.
No cotidiano, nos deparamos com diferentes sinais de degradação ambiental, exclusão social e desperdício dos recursos naturais, como, por exemplo, ocupação de áreas degradadas e de risco, alto nível de poluição da água e do ar, devastação das florestas, destino dos resíduos sem o devido tratamento, ineficiência energética. As consequências revelam-se por meio de efeito estuda, mudanças climáticas, escassez dos recursos naturais, baixa biodiversidade, extinção da fauna e da flora, violência urbana, conflitos advindos da luta por recursos naturais como a água potável, alimento e fontes energéticas.
As ações que sustentam a formulação de uma legislação que inclua a sustentabilidade no processo de crescimento econômico não é o único alicerce para a implantação de uma política em prol do ambiente e de uma sociedade mais justa. A combinação de políticas públicas, economia sustentável e conscientização de cada indivíduo são as peças fundamentais para a construção de um desenvolvimento sustentável justo.
A gestão pública que busca a implementação de um desenvolvimento sustentável deve considerar o crescimento acelerado das cidades, cuja a explosão populacional e demanda cada vez maior por recursos naturais, energia, alimentos, bens de consumo, entre outros, e representa impactos ambientais, sociais e econômicos. Isso reflete a necessidade de medidas que proporcionem um desenvolvimento duradouro satisfazendo as necessidades de todos e ao mesmo tempo respeitando a capacidade de suporte dos ecossistemas.
O reflexo da interferência do ser humano tem causado desequilíbrio ambiental e, caso não nos remetamos à reflexão crítica sobre o grau de intervenção que o mesmo exerce sobre o meio ambiente, a sustentabilidade vital do planeta estará comprometida. A consciência da limitação dos recursos naturais induz a uma reavaliação da relação do homem com o ambiente e da própria relação entre os cidadãos.
Essa nova postura, por exemplo, no planejamento urbano, conduz à busca de um conjunto de reflexões, soluções e ações concretas em um contexto mais amplo, envolvendo a sociedade civil, gestão pública, instituições de ensino, a esfera política, entre outros segmentos da sociedade.
Os desafios para a construção da cidade mais sustentável remetem a um importante papel das universidades, seja por meio do ensino, da pesquisa ou do seu envolvimento ativo nos processos de reflexão de ações em um contexto global. A emergência de adoção de ações globais e a complexidade no tratamento de questões da sustentabilidade – de ordem econômica, social, ambiental e cultural – colocam as universidades esse desafio para o avanço da construção do conhecimento científico, articulação dos diversos segmentos da sociedade e formação do indivíduo para um desenvolvimento mais sustentável para a sociedade e para todos.
(Márcio R. DÁvila – Caderno de Cultura, Zero Hora, 06-11- 2010 - adaptação)
Considere as seguintes afirmações a respeito de propostas de alterações no texto, assinalando S, para as que promoverem alteração de sentido, E, para as que exigirem mudanças estruturais, e N, para as que não provocarem qualquer tipo de alteração no texto.
( ) Substituição de Nas últimas décadas por Num passado recente.
( ) Troca de nos deparamos por nos vemos diante.
( ) Supressão do advérbio mais .
( ) Substituição de O reflexo por Os efeitos.
( ) Supressão de e para todos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: