Magna Concursos
1102985 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP
Provas:
Sonetilho do falso
Fernando Pessoa
Onde nasci, morri.
Onde morri, existo!$ ^{(A)} !$.
E das peles que visto
muitas há que não vi!$ ^{(B)} !$.
Sem mim como sem ti
posso durar. Desisto
de tudo quanto é misto
e que odiei ou senti!$ ^{(C)} !$.
Nem Fausto nem Mefisto,
à deusa que se ri
deste nosso oaristo!$ ^{(D)} !$*,
eis-me a dizer: assisto
além, nenhum, aqui,
mas não sou eu, nem isto!$ ^{(E)} !$.
Carlos Drummond de Andrade.
Claro Enigma.
Ulisses
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo -
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
Fernando Pessoa. Mensagem
*conversa íntima entre casais.
O oxímoro é uma “figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão” (HOUAISS, 2001). No poema “Sonetilho do falso Fernando Pessoa”, o emprego dessa figura de linguagem ocorre em:
 

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