Leia o texto abaixo e responda às perguntas que seguem.
Os cidadãos partem para a ação Organizações Não-Governamentais de todos os tipos já somam cerca de 200 mil entidades em todo o Brasil
Quando a ação do governo não basta e os
problemas começam a se acumular, a sociedade
arregaça as mangas. É assim que nascem as
Organizações Não-Governamentais (ONGs) - uma
5 legião que, só no Brasil, já reúne mais de 200 mil
entidades. É um saco de gatos de associações de
amigos de bairro, grupos ambientalistas,
universidades, clubes, instituições filantrópicas
criadas por empresas e até entidades religiosas.
10 Em tese, todas as ONGs têm uma característica em
comum: são organizações privadas sem fins
lucrativos que visam o bem público. É claro que, na
prática, não é bem assim. Como elas têm algumas
vantagens fiscais, sempre há quem decida montar uma
15 não-governamental para reduzir a carga de impostos
de sua empresa, mascarar o caixa dois e, de quebra,
garantir uma boa imagem. É a chamada pilantropia.
Discussões éticas à parte, as ONGs também se
diferenciam pelas suas formas de atuação. Algumas
20 dão o peixe, outras ensinam a pescar. Várias entidades
optaram pela produção do conhecimento, como o
Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), que
monitora os gastos do governo. Outras valorizam o
ativismo, a luta por determinadas idéias, como o
25 direito das minorias. É o caso, por exemplo, do
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec),
que trava boa parte de suas batalhas na Justiça. Para
ganhar força, muitas delas integram redes de
entidades unidas por uma causa comum, como o
30 combate à Aids, a defesa dos direitos das mulheres ou
a preservação da Mata Atlântica.
Uma vez que são organizações autônomas e
formadas espontaneamente pela sociedade, as ONGs
têm liberdade para escolher as causas em que vão
35 atuar - embora esse trabalho, muitas vezes, seja
condicionado pela origem do dinheiro. Algumas
entidades se recusam a aceitar dinheiro de empresas e
vivem da contribuição de associados, como o
Greenpeace, famoso por invadir usinas nucleares e
40 barrar carregamentos de madeira extraída de forma
irregular na Amazônia. Outras, no entanto, têm maior
proximidade com o setor privado e o governo.
(SCHAR, Regina. UNO Noticias. Informativo do Sistema UNO de Ensino, n. 4, outubro de 2002, p. 6.)
Considerando-se o modo de organização do discurso e o objetivo a ser alcançado, pode-se dizer que o texto acima: