A assistência destinada a crianças e adolescentes, no que tange à saúde mental, permaneceu, por muito tempo, à margem, se comparada ao cenário dos adultos com sofrimento psíquico. Até o século XIX, aquelas crianças e adolescentes que apresentavam comportamentos não aceitos socialmente eram tidos como loucos e, portanto, deveriam ser reclusos em hospitais psiquiátricos, compartilhando dos mesmos espaços que os adultos (Reis et al., 2010). Embora a política induzida não seja essa, a prática ainda se repete em alguns locais do Brasil. Segundo Reis et al. (2010), no cenário internacional, duas correntes principais respaldaram as bases teóricas da psicopatologia infantojuvenil, sendo a primeira denominada de adultomorfismo (a mesma compreensão acerca da psicopatologia do adulto era tida para a infância e adolescência) e a segunda que enquadrava as crianças no rol das deficiências intelectuais e os adolescentes na categoria de “delinquentes”. Dessa forma, o cuidado era respaldado por instituições privadas, filantrópicas e assistencialistas, sem responsabilização por parte do Estado.
Fonte: Fernandes, A. D. S. A., Matsukura, T. S., Lussi, I. A. O., Ferigato, S. H., & Morato, G. G. (2020). Reflexões sobre a atenção psicossocial no campo da saúde mental infantojuvenil. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional. 28(2), 725-740. Disponível em:<https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoARF1870>. Acesso em:
Com base no exposto, assinale a alternativa correta.