Leia o fragmento a seguir.
“Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação? Libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela práxis de sua busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela. Luta que, pela finalidade que lhe derem os oprimidos, será um ato de amor, com o qual se oporão ao desamor contido na violência dos opressores, até mesmo quando esta se revista da falsa generosidade referida”.
(FREIRE, Paulo. Educação Como Prática Da Liberdade. Rio De Janeiro. Paz E Terra, 1987.)
O trecho diz sobre a realidade atual no Brasil da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que está diretamente ligada à experiência do autor: o projeto pioneiro que ele implementou em 1963 e alfabetizou 380 trabalhadores em Angicos/RN.
Sobre essa experiência, é correto afirmar que a