O casal Stephen Macknick e Suzana Martinez-Conde, ambos neurocientistas, com a ajuda de diversos mágicos, estudou os mecanismos pelos quais os truques enganam o cérebro humano – a que chamaram de neuromágica. Durante as pesquisas, acabaram descobrindo que os ilusionistas sabiam mais do que ninguém como funciona a mente humana, e que os cientistas teriam muito a aprender com eles.
É claro que os mágicos não frequentaram as salas de aula na universidade atrás dos mistérios da mente – seu conhecimento é muito mais intuitivo. Eles sabem que não enxergamos o mundo como ele de fato é, mas como nosso cérebro o constrói, e se aproveitam disso. A gente só tem a impressão de enxergar com melhor qualidade porque nosso cérebro preenche as partes que não conseguimos ver perfeitamente, usando para isso experiências passadas. Os mágicos entenderam esse mecanismo para nos enganar. O seu trabalho é uma tentativa constante de surpreender nosso senso muito treinado de causa e efeito. Como ninguém some no ar sem explicação e não cabem coelhos dentro de cartolas, só há uma explicação para aquilo que vemos no palco: pura mágica.
ROSA, Guilherme. A mágica do cérebro. Galileu, p. 10, n. 2351, fev. 2011. [Adaptado]
Considere as afirmativas abaixo.
I. Os cientistas chamaram de neuromágica o estudo dos mecanismos que levam os truques a enganarem o cérebro humano.
II. As pesquisas revelaram que os mágicos, se não fossem grandes enganadores, teriam muito a ensinar aos cientistas sobre os mistérios da mente humana.
III. Os espectadores de truques de mágica sabem que estão sendo enganados, pois enxergam o mundo como ele é, não como o cérebro humano o vê.
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Texto.
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