Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O burro juiz
Disputava a gralha com o sabiá, afirmando que a sua voz valia a dele. Como as outras aves rissem daquela pretensão, a ruidosa matraca de penas, furiosa, disse:
– Nada de brincadeiras. Isto é uma questão muito séria, que deve ser decidida por um juiz. Canta o sabiá, canto eu, e a sentença do julgador decidirá quem é o melhor artista. Topam?
– Topamos! Piaram as aves que assistiam. Mas quem servirá de juiz?
Estavam a debater este ponto, quando zurrou um burro.
– Melhor do que a encomenda! Exclamou a gralha.
Está aqui um juiz de primeiríssima para julgamento de música, pois nenhum animal possui maiores orelhas. Vamos convidá-lo! Aceitou o burro o juizado e veio postar-se no centro da roda.
– Vamos lá, comecem! Ordenou ele.
O sabiá deu um pulinho, abriu o bico e cantou. Cantou como só cantam os sabiás, garganteando os trinos mais melodiosos e límpidos. Uma pura maravilha, que deixou mergulhado em êxtase o auditório em peso.
– Agora eu! Disse a gralha, dando um passo à frente. Abrindo a bicanca, matraqueou uma grita de romper os ouvidos aos próprios surdos.
Terminada a contenda, o meritíssimo juiz deu a sentença:
– Dou ganho de causa à excelentíssima senhora dona Gralha, porque canta muito mais forte que mestre Sr. Sabiá.
Moral da história: Quem burro nasce, togado ou não, burro morre.“
Adaptado de: LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: Globo, 2008, p. 29.
O trecho Moral da história: Quem burro nasce, togado ou não, burro morre serve para conduzir o leitor à conclusão de que
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