Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.
Infância proibida
Paula era uma criança de uns três anos. Alice, sua mãe, não a deixava brincar com terra, não deixava que a menina entrasse no mar nem que andasse de pés descalços. Talvez tivesse razão quando impunha essas proibições, dizendo que era para o bem da filha, para que não pegasse nenhuma doença, não corresse nenhum risco. O fato é que muitas crianças não queriam ser filhas de Alice.
Sem pé na terra, na grama, na areia, que infância era aquela, que graça haveria em ser como um objeto de cristal cujo vestido limpo jamais ficaria imundo, cuja trança jamais se desmancharia? Todos acreditavam, porém, que a intenção da mãe era fruto do amor e da proteção que desejava dar à filha.
Toda a cautela de Alice, ao não deixar a filha brincar com a terra, não mergulhar, não arriscar, não saltar, provavelmente era para impedir grandes tragédias. Muitas pessoas, se pudessem, construiriam muros contra imprevistos ou qualquer situação que causasse sofrimento. Entretanto é importante que tenhamos algumas cicatrizes, porque são elas que nos fazem mais fortes.
A criança que todos já fomos um dia precisou correr riscos, ter alguns arranhões e cicatrizes. A partir disso aprendemos que os riscos e imprevistos sempre farão parte da vida.
(Martha Medeiros. Quem diria que viver ia dar nisso. 9a ed. Porto Alegre: L&PM, 2019. Adaptado)
De acordo com o primeiro parágrafo, é correto afirmar que