Sem desconsiderar os saberes das tendências pedagógicas anteriores, mas vislumbrando um novo modo de ser/pensar/agir na educação, a pedagogia histórico-crítica terá foco na relação intrínseca entre escola e sociedade. Sobre este tema, Ferraz e Fusari (2010) explicitam:
“A compreensão do papel específico da escola nas mudanças sociais facilita o aparecimento dessa nova tendência pedagógica - histórico-crítica [...] Na concepção crítica a educação e a escola são partes integrantes da totalidade social.
No entanto, não são mera reprodução da estrutura social vigente, mas, ao contrário, mantêm relações de reciprocidade (influências mútuas) - com a mesma. Nesse sentido, agir no interior da escola é contribuir para transformar a sociedade.
Cabe à escola difundir os conteúdos vivos, concretos, indissoluvelmente ligados às realidades sociais. Os métodos de ensino não partem de um saber artificial, depositado de fora, e nem do saber espontâneo, mas de uma relação direta com a experiência do aluno confrontada com saber trazido de fora. O professor é o mediador da relação pedagógica, um elemento insubstituível. É pela presença do professor que se torna possível uma ‘ruptura’ entre a experiência pouco elaborada e dispersa dos alunos, rumo aos conteúdos culturais universais permanentemente reavaliados face às realidades sociais” (FERRAZ; FUSARI, 2010, p. 44).
Mas como transformar esses conceitos em ação? Como exercitar e desenvolver práticas que se direcionem nesta perspectiva? Pensando no desdobramento dessas questões, assinale a alternativa CORRETA, que melhor corresponde ao passo a passo de uma proposta metodológica que está alinhada com os preceitos da pedagogia histórico-crítica: