Magna Concursos
1371740 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: ZAMBINI
Orgão: SETEC Campinas
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O selvagem da motocicleta
Álvaro Oppermann
Era 31 de dezembro de 1967. Em Las Vegas, o hotel Caesar’s Palace tinha programado uma atração especial para a virada de ano. Um motociclista chamado Evel Knievel iria tentar saltar sobre as fontes da entrada do hotel. Eram 46 metros, quase o comprimento de uma piscina olímpica. Na hora marcada, o motoqueiro acelerou a sua Harley-Davidson.
Disparou na rampa, deu um salto espetacular. Mas só acordou em fevereiro de 1968.
O público assistiu horrorizado ao espetáculo. Evel ficou um mês em coma. “Perdi o controle da moto. Ao cair, rolei por mais de 50 metros”, relatou mais tarde. O resultado do salto foi um crânio rachado, múltiplas fraturas nos quadris e nas costelas e fama instantânea. Quando voltou a si, Evel era uma celebridade polêmica. Valia a pena arriscar a vida por um espetáculo?, perguntava a imprensa, chocada. Evel achava que sim, e delirou quando a esposa, Linda Bork, contou, ainda no quarto do hospital, que um batalhão de repórteres o esperava do lado de fora. Até então, ninguém havia sido tão radical em arriscar a vida. Com ele nasceu uma nova era: a dos profissionais do perigo extremo.
Depois do episódio do Caesar’s Palace, Evel dedicouse a se superar. Conseguiu. Em 1972, saltou sobre 52 carros no Los Angeles Coliseum. Em 1973, pulou sobre 13 ônibus de dois andares no estádio Wembley, em Londres. Em 1974, a bordo de uma motoca turbinada com foguetes, tentou saltar sobre o cânion Snake River. Seu pára-quedas abriu antes da hora, mas, mesmo assim, embolsou US$ 6 milhões pagos pelos patrocinadores do show.
Era o auge da sua carreira. Virou tema de dois filmes e vendia mais bonecos que o GI Joe (o nosso Falcon). Mas, em 1977, sua vida pessoal começou a desmoronar.
Espancou o seu agente, foi multado por propor programa a uma policial disfarçada de prostituta e se afundou na bebedeira.
Sofria do fígado, de diabetes e problemas pulmonares.
Faleceu em 30 de novembro de 2007, com 69 anos e, ao que parece, nenhum arrependimento. Em entrevista ao New York Times, chegou à sua melhor definição: “Eu sou um homem de negócios. Mas também um explorador.”
( Superinteressante, agosto 2008, com adaptações)
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
 

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