Temas como gênero, identidade e mesmo processos grupais são importantes para a confecção do corolário do que acreditamos ser um psicólogo escolar comprometido, uma vez que a escola não está apartada do social, tampouco se mostra impermeável aos processos patológicos presentes nos contextos sociais, como é o escolar.
Nesta perspectiva de encontro entre a psicologia social e a psicologia escolar, escreveu Zanella:
"O compromisso do psicólogo no contexto educacional deve ser, portanto, com a superação da dicotomia planejamento/execução que alija os professores/os alunos/os pais/as faxineiras e outros da possibilidade de conhecimento, imputando a estes o posto da submissão, do não ser capaz, do não saber. Às relações de dominação/submissão contrapõem-se às relações de cooperação, marcadas por laços de solidariedade e pelo compromisso com uma sociedade não exclusora, onde os direitos civis, políticos e sociais possam efetivamente ser prerrogativa de todo cidadão. O que fazer psicológico crítico no contexto escolar caracteriza-se, portanto, como ação pautada pela indignação em relação a toda e qualquer forma de violência, como ação que se opõe aos processos de exclusão social e, nesse sentido, ao fracasso escolar."
(ZANELLA, A.V. Psicologia Social e Escola. In: JACQUES, M.G.C.; et. al. Psicologia social contemporânea.
Petrópolis: Editora Vozes, 1998. p.227).
Compreendendo os espaços escolares como espaços de atuação dos grupos sociais e de dinâmicas e processos grupais, é correto afirmar que: