A formação do sentimento nonsense é simultânea ao advento da Primeira Guerra Mundial, deflagrada em 1914, tida como uma aberração do bom senso. Sendo brutal e desumana, a guerra instigaria esse esvaziamento de sentidos: nada significamos, pois a existência se esvazia de sentidos. Ao nada significar, alcançou um conturbado encontro entre arte e vida: não é a representação em jogo, mas sim a apresentação. Fazer parte da realidade implica em tornar-se não mais “janela” para um outro mundo, mas aceitar-se também dentro dos paradigmas que a realidade vivida nos impõe. (Nunes, 2010. Adaptado)
O excerto trata da vanguarda histórica europeia denominada