A situação dos holandeses tinha alguma coisa de especial — que os afastava de outros Estados e nações na Europa barroca. Essa coisa era a precocidade. A Holanda se tornou um império mundial em apenas duas gerações; a mais formidável potência econômica estendeu-se pelo globo desde a Tasmânia até o Ártico. Os holandeses, porém, eram circunavegadores claustrofóbicos. No final, toda aquela estupenda riqueza era consumida no espaço restrito de uma fervilhante colméia de menos de 2 milhões de habitantes. A prodigiosa qualidade de seu sucesso subiu-lhes à cabeça, mas também lhes deu certo fastio. Simon Shama. O desconforto da riqueza. São Paulo:
Companhia das Letras, 1992, p. 19 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e a aspectos histórico-geográficos, julgue os itens que se seguem.
Impossibilitada de montar poderosa marinha, que lhe proporcionaria condições de vencer a concorrência e dominar o comércio marítimo, a Inglaterra teve de esperar até a segunda metade do século XVIII para, graças à Revolução Industrial, enriquecer e assumir a posição de liderança no capitalismo mundial.