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Até algumas décadas atrás, emoções eram um

assunto inacessível para a ciência. Como medir e reproduzir,

em condições de laboratório, estados de raiva, alegria,

depressão? Até mesmo os tratados de psicologia

confessavam sua dificuldade ao lidar com o tema. Mas a

neurociência começou a mudar esse quadro a partir dos anos

80, e suas descobertas sobre o lado físico das emoções estão

enriquecendo nossa compreensão sobre conceitos como a

memória, a realidade e a capacidade que temos de beneficiar

ou prejudicar nossa saúde.

A chave das investigações científicas na área são

moléculas de proteínas — de um lado, os neuropeptídios, e

de outro, os receptores. Os primeiros, elaborados e liberados

por células do cérebro e de outras partes do corpo, levam

mensagens e unem-se aos segundos, distribuídos pelo

organismo.

As pesquisas ainda não chegaram a determinar com

exatidão quais neuropeptídios respondem pela felicidade,

pela tristeza ou por outros estados do gênero. Mas os

cientistas sabem que eles existem por diversas evidências

colhidas nas últimas décadas.

Eduardo Araia. Planeta, nov./2005, p. 52-3 (com adaptações)

A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.

Por apresentar clareza, formalidade, objetividade e obediência às regras do padrão de língua portuguesa próprio de documentos oficiais, o terceiro parágrafo do texto está adequado para encerrar um relatório a que fosse acrescentado o seguinte fecho:

Brasília, 23 de março de 2006

Cleonaldo Vigêncio Netto

Cleonaldo Vigêncio Netto

 

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