O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Nossa vida é uma coleção de "ontens"
Tem gente que coleciona carrinhos de brinquedo, outros discos de vinil, tem a galera das figurinhas da Copa agora. Mas tem algo que todos nós colecionamos, querendo ou não: os "ontens".
Tenho um certo receio de pensar este tema, na verdade, porque a gente, às vezes, fica falando "Olha, o fulano morre... Tão novo" ou "Nossa, nunca imaginei que ela fosse tão cedo...", e a gente esquece que nossa vez também pode chegar tão rápido quanto se pisca o olho. Socorro...
Mas é aí, justamente, que podemos lançar uma boa reflexão: se a nossa única certeza é a morte, o que estamos fazendo para honrar cada segundo por aqui?".
É claro que é pergunta velha, mas as respostas ou os insights sempre são novos.
Um deles, por exemplo, dá título à crônica. Eu comprei uma camiseta com a frase "O ontem já passou. O amanhã ainda não chegou!", em uma mensagem clara de que devemos realmente cultivar o "hoje" em toda sua extensão, suas delícias e suas dores. (...)
Mas olhar nosso passado não precisa ser uma experiência ruim ou algo que deva deixar de ser feito. Afinal, a nossa vida é uma coleção de "ontens".
(...)
Seja como for, bons ou ruins, são eles que te ajudam a viver o presente de forma mais lúcida e coerente e ainda assim olhar para o futuro de maneira mais planejada.
Cuide de sua coleção de "ontens". E se depois de eu tê-los provocado, a sensação é de que sua coleção tá bem "ruinzinha", nada mais oportuno do que renovar tudo. Afinal, o dia de hoje, já já estará em sua estante de "ontens". E você fez o quê?
Roberto Mancuzo
https://www.imparcial.com.br/noticias/nossa-vida-e-uma-colecao-de-ont ens,54861
O texto reconhece que tanto os momentos bons quanto os ruins contribuem para moldar nossa visão de mundo e influenciar nossas escolhas futuras. Essa aceitação dos eventos passados como parte integrante da vida é fundamental para uma abordagem mais madura e equilibrada em relação ao presente e ao futuro.
O autor faz essa reflexão destacando: