Perspectiva teórica que alcançou destaque no campo do currículo no Brasil em virtude das produções oriundas do grupo de currículo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Tal grupo, liderado por Tomaz Tadeu da Silva e constituído por seus orientandos e colaboradores, vem, desde a primeira metade da década de 1990, produzindo muitas obras de referência e conquistando uma inserção expressiva nos congressos educacionais nacionais. A base teórica mais significativa desta perspectiva é Michel Foucault e os estudos culturais, especialmente de Stuart Hall, seguidos dos estudos feministas e das contribuições teóricas de Derrida, Deleuze e Guattari. A ruptura quanto à interpretação do conhecimento é um dos principais destaques desta perspectiva. Ao centralizar questões de interesse e poder ela preconiza não se limitar ao campo econômico. O debate é ampliado para as questões de gênero, etnia, sexualidade, bem como para a crítica às ideias de razão, progresso e ciência. Outra ruptura nítida expressa-se na ausência de uma visão de futuro: não há possibilidade de uma educação, de um currículo e/ou de uma pedagogia que estejam do lado de uma visão libertadora, justa, igualitária do homem e da sociedade: tal possibilidade constituiria uma metanarrativa, tipo de fenômeno que esta perspectiva busca descontruir permanentemente. Tal perspectiva é denominada: