A dor do trabalho de parto, em geral, é uma dor nociceptiva aguda. Pode ser dividida em visceral e viscerossomática, dependendo da fase do trabalho de parto.
Durante o primeiro estágio do parto, aferentes viscerais interligados ao sistema eferente simpático ascendem por vias neurais amielínicas na medula espinhal. A dor uterina tem aferência mais complexa e difusa quando comparada à somática.
A inflamação uterina durante o parto tem relação estabelecida com o processo de isquemia local subsequente às contrações mais vigorosas. Níveis elevados de citocinas inflamatórias, como interleucina 1 (IL-1), fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e metaloproteinases tipo 2, já estão presentes 24 a 72 horas antes do trabalho de parto.
Essas experiências sugerem que o processo de inflamação e de sensibilização uterina no primeiro estágio é multifatorial e que muito ainda se tem a desvendar sobre os mecanismos iniciais do parto.
A quais dermátomos se refere a dor do primeiro estágio do trabalho de parto?