“[...] Não se havia de digerir, sobretudo, a surpreendente imparcialidade com que trata os personagens, rompendo a tensão dramática entre o Bem e o Mal por meio de nivelamento divertido de atos e caracteres. Pouco atraído pela pesquisa das raízes do comportamento, ou a dinâmica do espírito, atém-se à vida de relação: espreita palavras e atos, comparando-os com outros atos e palavras, e deixa ver ao leitor que, no fundo, uns valem os outros: nem bons, nem maus. Isso, porém, sem a amargura que os naturalistas denotarão em seguida, sem qualquer intuito mais profundo de análise. A equivalência do bem e do mal pode ser postulada em dois níveis principais; o das camadas subjacentes do ser ─ onde um Dostoiewski, ou um Machado de Assis vão pesquisar a semente das ações ─ e o da vida de relação, acessível à observação superficial e geralmente, em literatura, estudado por meio da ironia ou o desencantado cinismo dos que não visam o fundo dos problemas. Nesta posição se entronca o romance , e com ele .”
CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. Belo Horizonte -
Rio de Janeiro: Itatiaia, 1997, p.195.
Os termos que preenchem correta e respectivamente as lacunas são
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