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2564494 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Nova Candelária-RS
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A hora e a vez dos lanches saudáveis

Se pensarmos que a escola ocupa um terço da vida de uma pessoa, nada mais justo que encarregá-la de grande colaboradora não só da formação social e cidadã de uma criança, mas também de seus hábitos alimentares.

Quando chega a hora do recreio, frituras, hambúrgueres, salgadinhos, balas, doces e refrigerantes costumam fazer parte do cardápio da maioria dos alunos. Algumas pesquisas apontam que hipertensão, diabetes e até mesmo problemas cardiovasculares estão surgindo cada vez mais cedo em crianças e adolescentes que apresentam obesidade.

De acordo com dados da ONG Obesidade infantil, aproximadamente 30,3% das crianças entre 6 e 11 anos têm excesso de peso e 15,3% são obesas. Entre os adolescentes, dos 12 aos 19 anos, 30.4% têm excesso de peso e 15,5% são obesos.

A preocupação corrente nas escolas se direciona para a necessidade de alimentos mais saudáveis no cardápio, prezando pelo rendimento e pela saúde de seus alunos. Mas e como incluir os alimentos saudáveis ao cardápio da hora de recreio? “A escola é um lugar de aprendizado, então pode ser também um espaço para aprender ........a........... se alimentar corretamente. Alguns pesquisadores da área dizem que, educando as crianças sobre alimentação saudável nas escolas, elas podem se tornar mediadoras de mudanças alimentares saudáveis na sua própria casa”, destaca Caroline Dalabona, professora da disciplina de Nutrição Materno Infantil do curso de Nutrição da Universidade Positivo. Segundo especialistas, o excesso de gorduras e açúcares consumidos durante a fase de desenvolvimento de uma criança inibe a ação das proteínas, que controlam o apetite e a saciedade ao longo da vida, e podem causar dificuldade de emagrecer e facilidade em engordar.

Além da necessidade das cantinas em se adaptar aos cardápios saudáveis, é função da escola promover momentos de discussão sobre temas ligados .........à.......... Educação Nutricional. “Acredito que palestras e cartilhas podem ajudar muito nesse sentido”, avalia Caroline.

Um exemplo positivo vem do Paraná, que proibiu, neste ano, o comércio de doces, frituras e refrigerantes nas escolas estaduais e particulares. As cantinas não podem mais vender balas, pirulitos, chicletes, refrigerantes e salgadinhos industrializados. Além disso, os estabelecimentos são obrigados a oferecer pelo menos duas opções de frutas aos estudantes. A legislação foi sancionada para minimizar o crescente número de casos de obesidade infantil.

Para Caroline, não adianta apenas proibir os alimentos sem orientar os alunos. “Acredito que essa medida seja .............necessária.................... como um alerta que o consumo excessivo de determinados alimentos pode ser prejudicial ..........à......... saúde. Mas de nada adianta tomar ..........essa............. atitude se ela não vier acompanhada de explicações e atividades educativas. Já dizia o ditado: tudo o que é proibido é mais gostoso”.

Texto II

Segundo dados do Encontro Regional para o Enfrentamento da Obesidade Infantil, ocorrido em março de 2017, em Brasília, uma em cada três crianças brasileiras apresentam excesso de peso. Nesse encontro, foi constatado que os brasileiros, incluindo as crianças, reduzem o consumo de alimentos básicos e aumentam a ingestão de alimentos ultraprocessados. Nos primeiros anos de vida, as crianças já começam a ingerir esse tipo de alimento, que já é parte de sua alimentação diária, além do consumo de refrigerantes que é bastante frequente (40,5% das crianças menores de cinco anos consomem refrigerante com frequência). O Brasil é um dos principais apoiadores da agenda de nutrição adotada pela ONU, que estabeleceu a “Década da ação sobre a nutrição”, com o objetivo de incentivar os países a assegurar o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis.

(Texto com base na Pesquisa Ministério da Saúde do Brasil)

Analise as seguintes afirmações:

Considere as seguintes afirmativas sobre os textos I e II.

I. Os dados apresentados no texto II reafirmam as ideias defendidas no texto I sobre a necessidade de se adotarem medidas para reduzir o consumo de gorduras e açúcares pelas crianças.

II. No texto II, considerando as ideias abordadas, a expressão alimentos básicos se contrapõe à expressão alimentos ultraprocessados.

III. O exemplo citado no texto I, em relação à proibição da venda de doces, frituras e refrigerantes nas escolas estaduais e particulares do Paraná, corresponde de forma positiva à proposição do país de “assegurar o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis”, conforme dispõe o texto II.

IV. Os termos do texto II da Obesidade Infantil, de alimentos básicos, e de alimentos ultraprocessados completam, respectivamente, o sentido dos substantivos Enfrentamento consumo e ingestão, atuando sintaticamente como complementos nominais.

V. A conjunção que inicia o texto expressa uma ideia de adição, sendo, portanto, uma conjunção aditiva.

Está (estão) correta(s):

 

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