Magna Concursos
60539 Ano: 2012
Disciplina: Serviço Social
Banca: CAIP-IMES
Orgão: CET-Santos
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O relato a seguir, consta do livro “Metodologia da Entrevista”, da autora Anésia de Souza Carvalho.

“O assistente social, percebendo a maneira como o cliente se aproxima, comenta que vê toda a preocupação com o resultado do exame de sua esposa e acha muito bom que tenha vindo; imagina que esteja cansado, mas assim mesmo, se quisesse, poderiam conversar. O cliente sorri e pede desculpas pelo atraso, mas está vendo que foi compreendido; sentia-se tão nervoso e com medo de uma “bronca” que sequer sabia por onde começar. Havia planejado muitas frases para dizer e diz que costuma ter muito medo das pessoas e fica muito pequeno quando é repreendido. O assistente social diz que também sentiria o mesmo nessa situação, mas como a questão não é essa, poderiam conversar tranquilamente sem que um tenha medo do outro.

O cliente sorri e diz que, na verdade, pensando bem, as pessoas hoje em dia vivem com medo e ele próprio se sente uma pessoa amedrontada. Antigamente, prossegue, era o medo da autoridade dos pais, bastava um olhar e a criança já se escondia num canto; hoje é o medo da violência, dos assaltos, de se dirigir às pessoas, pois estão sempre com raiva. Se é um médico, atende mal, uma enfermeira, está impaciente, um assistente social, não quer ouvir as pessoas. O engenheiro da firma onde trabalha parece feito de “cimento e pedra”. O assistente social pergunta: José, para que serve o seu medo? Para nada, responde rápido e, em seguida numa atitude de reflexão, diz que esse medo o atrapalha em tudo e o atrapalhou sempre. Se pensar bem, acompanha-o há muito tempo, mas agora compreende que é preciso reagir. O assistente social comenta que é como se o mundo fosse visto pela forma do medo. O cliente concorda e diz que seus problemas financeiros e no trabalho, com a esposa e os filhos estão ligados ao medo. Entende que sua situação financeira poderia ser melhor, mas receia o contato com as pessoas. No trabalho, perde oportunidades porque é acanhado, ganha pouco e sua esposa está doente, justamente porque, além do serviço da casa, costura para fora e às vezes fica até tarde trabalhando. Teve muito medo de um problema mais grave, felizmente ficou sabendo que o resultado do exame está normal, apesar de ser necessário alguns dias de repouso pela cirurgia. Diz também que está sendo boa a conversa com o assistente social, pois está pensando em coisas que nunca pensou seriamente, fazendo descobertas que antes não fizera. O assistente social comenta que suas preocupações parecem situar-se na área da família, do trabalho e de suas relações com as pessoas e indaga como vê a possibilidade de solução com as pessoas e explicita: há um medo que todos têm atualmente, como aliás o senhor mencionou logo no início dessa conversa. Por outro lado, o senhor está mostrando uma capacidade de dialogar, de tirar conclusões, de enxergar dentro de si mesmo, de ver a si mesmo, de resolver dificuldades. Nesse sentido, então, o que poderá dizer ou mesmo fazer?”(pg.31)

A descrição da entrevista aponta para o medo do entrevistado, como forma de vivenciar o mundo. Supondo que esta pessoa demonstre interesse em conhecer mais sobre si mesmo e de tratar este “medo”, e peça ao Assistente Social novos encontros para tratar deste comportamento, na forma de terapia, a atitude correta é:

 

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