Tendo a concepção do trabalho como práxis humana, Marx (1982) a concebe como expressão do intercâmbio orgânico entre o homem e a natureza, processo esse que, por sua própria ação, medeia, regula e controla seu metabolismo. Ou, ainda, “não tem outro sentido senão que a natureza está interligada consigo mesma, pois o homem é parte da natureza” (Marx, 1982, p. 188). Assim sendo, podemos afirmar sobre o princípio educativo do trabalho elaborado por Caldart no livro: Caminhos para a transformação da escola: trabalho, agroecologia e estudo nas escolas do campo, os seguintes elementos:
I. Trabalho faz parte da pedagogia das competências e habilidades como princípio educativo.
II. Surge do fato de que todos os seres humanos são seres da natureza.
III. Inclui ou combina o trabalho da economia doméstica, de autosserviço, do tipo artesanal ou multiartesanal, pode estar ligado a diferentes dimensões ou necessidades da vida.
IV. Pode ser um trabalho socialmente produtivo simples ou de natureza politécnica, conforme a complexidade tecnológica dos processos produtivos.
V. Articula a relação educação e trabalho pensada na dimensão politécnica que permite o vínculo orgânico entre processos formativos (dos trabalhadores) e processos de produção e de trabalho.
VI. Retirada progressiva do processo de produção do próprio trabalho pelo trabalhador, que é também expropriação do conhecimento científico-tecnológico embutido na atividade produtiva que realiza.
São FALSAS as afirmações: