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Cineclube inverte tendência
Nas proximidades da Praça da República, na capital paulista, um estacionamento passou por oito meses de reforma para dar lugar a um espaço cada vez mais raro de surgir na capital: um cinema de rua. “Esta sala é a materialização de um sonho. Traz acolhimento, celebração e troca entre o cinema e o público. Nós queremos valorizar o setor e trazer de volta ao centro [da cidade] a possibilidade de viver o cinema em que acreditamos”, destaca P. Vidiz, um dos sócios do Cineclube Cortina, ao lado de M. Sarti e R. Barreto.
Quem entra pela porta principal se depara com as diversas mesas do bar e restaurante que fazem parte do espaço multicultural. O grande diferencial, porém, está no subsolo: onde antes ficavam os carros, hoje há um espaço, com telão e 80 cadeiras dobráveis, para apreciar filmes. Quando abertas as cortinas e retiradas as cadeiras, o mesmo lugar pode virar um espaço que comporta até 500 pessoas para shows e festas.
As festas e os shows terão valor do ingresso de acordo com o evento, mas contam com “meia solidária”: doando alimentos, paga-se a metade do valor.
Os sócios visitaram mais de 50 imóveis e escolheram o local por ser próximo da Praça da República e por ser um estacionamento, buscando reverter a tendência da região onde cinemas fecharam ao longo dos anos, transformando- se justamente em estacionamentos ou igrejas.
“Queremos estar perto do público antenado, vanguardista e que não desiste da cultura”, salienta Sarti. A programação dos filmes pretende priorizar obras prestigiadas pela crítica e que sejam opção ao circuito tradicional dos cinemas. Também há a intenção de que sejam frequentes os debates com os diretores ou criadores dos filmes, em momentos de troca com o público, fazendo valer o nome de cineclube.
As festas e shows apostarão na diversidade da música nacional, com apresentações inéditas de nomes conhecidos e de novos artistas, de diversos estilos e regiões do País.
(André Carlos Zorzi. https://cultura.estadao.com.br Publicado em 26.07.2022. Adaptado)
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