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2497332 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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O Brasil já é o quarto país que mais ergue construções sustentáveis no mundo. É o que informa o Green Building Council (GBC), maior órgão internacional de certificação do setor. Apesar de o primeiro prédio sustentável do Brasil ter sido registrado em 2004, somente em 2007 o conceito começou a ganhar força, lembrou Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil, em entrevista à Agência Brasil. Segundo Casado, já existe o engajamento do setor da construção nesse tipo de mercado, que se mostra bastante aquecido no país e no mundo. Além disso, ele destacou que há um conhecimento maior por parte das pessoas, devido aos benefícios que esse conceito acaba introduzindo na construção. “Eles vão desde a economia dos recursos naturais e a redução dos resíduos até a redução dos custos operacionais da edificação, depois do seu uso. Isso vem levando as construtoras e grandes empresas a adotar esse conceito”, argumentou.
Os chamados "prédios verdes" não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbônico. “Mas a gente reduz muito esses impactos”, explicou o gerente. Em vários países do mundo, já existem prédios autossustentáveis, que geram a própria energia que consomem e neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil. “A gente está caminhando para isso. Acredito que, em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil”, projetou Casado.
Para os moradores de prédios sustentáveis, também há benefícios, ressaltou. “Para o usuário comercial ou residencial, a grande vantagem está no custo operacional, porque eu reduzo, em média, em 30% o consumo de energia, entre 30% e 50% o consumo de água, além de diminuir a geração de resíduos”.
O custo operacional fica, em média, entre 8% e 9% mais barato do que em um prédio convencional. Por isso, relatou Casado, os prédios sustentáveis são mais valorizados pelos construtores e apresentam preço mais alto. “A contrapartida vem no custo operacional. Acaba sendo mais barata a operação, e ele equilibra esse custo financeiro”.
Para Casado, as construções sustentáveis são uma tendência mundial. “A gente tem hoje, só em certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) no mundo, mais de 60 mil projetos. Então, é uma tendência muito grande; e a gente percebe que esse número cresce a cada dia”.
Desde agosto de 2011, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil buscando certificação. Marcos Casado estimou que até o fim deste ano o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação entre 650 e 700 unidades.
Agora, o GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares. Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé-direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudo. “Isso acaba barateando o custo operacional”.
Para o coordenador do curso de graduação em arquitetura e urbanismo da PUC do Rio, Fernando Betim, as construções sustentáveis precisam envolver um conjunto de ações que preocupações sociais, ambientais e econômicas.
“Quando nos propomos a construir algo, devemos, já na escolha dos materiais e processos a implementados, conhecer o percurso de cada elemento que será utilizado na sua fabricação, no seu transporte, no seu manuseio, no seu consumo de energia, na sua interação construtiva, na sua manutenção e até no seu descarte”, explicou. É importante, acrescentou, que os espaços os desejos e características da identidade cultural local.
O professor da PUC-RJ deixou claro que não existe arquitetura ou materiais sustentáveis, mas, sim, ações e relações humanas que se apropriam dos objetos e espaços de modo sustentável. “O que garante a sustentabilidade é a maneira de as pessoas fazerem uso das coisas, e este é o maior desafio: a mudança comportamental”, enfatizou Betim.
Adaptado de: EcoDesenvolvimento.org. Disponível em: < http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/maio/brasil-e-quarto-no-ranking-mundial-de-construcoes#ixzz3F8FTbetH>. Acesso em: 3 out. 2014.
Assinale a alternativa que apresenta sinônimos adequados para as formas verbais ergue, registrado e estimou, no contexto em que elas aparecem, respectivamente.
 

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