A hemiplegia é uma situação grave, potencialmente incapacitante e constitui em um grande desafio para a neurologia e para a reabilitação. Não é uma situação rara e diferentes doenças podem levar a este quadro. Dentro de um planejamento terapêutico adequado, que envolva o tratamento específico da doença desencadeante e a sua reabilitação, é fundamental estabelecer um diagnóstico preciso e completo. Com relação à idade em que se instalou o quadro, analise as afirmativas.
I. Na primeira infância: pode tratar-se de hemiplegia cerebral infantil congênita ou paralisia cerebral. Se for precedida de febre, pode tratar-se de encefalite; se for associada a processo artrítico e infeccioso, provavelmente, estamos diante de coreia. Malformação congênita é outra possibilidade que deve ser lembrada. Em adolescentes: pensar em causas infecciosas (menigoencefalite, pan-encefalite etc.), contusão cerebral (com ou sem hematoma) e estado pós-convulsivo.
II. Em adultos jovens: traumatismo cranioencefálico (com ou sem hematoma), crise enxaquecosa, doença cerebrovascular (principalmente embolias, arterites e malformações com ou sem sangramento), tumores, abcessos, distúrbios metabólicos (principalmente hipoglicemia) e esclerose múltipla.
III. Em adultos com mais de 40 anos: acidentes vasculares cerebrais, tumores, abcessos, crise hipertensiva e traumatismo cranioencefálico.
IV. Em indivíduos acima de 60 anos: acidente vascular cerebral (principalmente trombótico por aterosclerose ou embolítico por fibrilação atrial), tumor e degenerações.
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