Assim, pois, a virtude é uma disposição a agir de uma maneira deliberada, que consistindo em uma mediedade relativa a nós, a qual é racionalmente determinada e conforme a determina o homem prudente. Mas é uma mediedade entre dois vícios, um por excesso e o outro por falta; e - é uma mediedade - na medida em que certos vícios estão abaixo e outros acima ‘do que convém’ tanto no domínio das afeições quanto no das ações, enquanto a virtude, por sua vez, descobre e escolhe a posição média.
(ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco II, 6. Apud FOLSCHEID, D.; WUNENBURGER, J. J. Metodologia Filosófica. São Paulo: Martins Fontes, 2002.)
Conforme o texto de Aristóteles, a virtude consiste em