Com o objetivo de conhecer o perfil epidemiológico de injúria renal aguda em pacientes críticos admitidos em unidades de terapia intensiva, um grupo de pesquisadores realizou um estudo epidemiológico em que foram acompanhados 8 131 pacientes internados em três UTIs do Distrito Federal, Brasil, entre o período de outubro/ 2017 e dezembro/2018. A insuficiência renal aguda (IRA) foi definida de acordo com o critério KDIGO (Kidney Disease Improving Global Outcomes). Os principais desfechos avaliados foram o desenvolvimento de IRA e mortalidade dentro de 28 dias de internação. Os resultados da pesquisa mostraram que dos 8 131 pacientes acompanhados, 1 728 desenvolveram IRA (21,3%). Dos 1 728 pacientes com IRA, 1 060 (61,3%) desenvolveram o estágio 1, já os estágios 2 e 3 representaram 154 (8,9%) e 514 (29,7%), respectivamente. Destes, um total de 459 (26,6%) realizou terapia renal substitutiva. A mortalidade observada foi de 25,7% para aqueles com IRA e 4,9% para os não IRA. Quando comparados aos pacientes não IRA, os pacientes com IRA apresentaram maior mortalidade. Da mesma forma, entre os pacientes com IRA, os estágios superiores estiveram associados à maior ocorrência de óbito. Neste estudo, a incidência de IRA (21,3%) e mortalidade (25,7%) está em consonância com a maior meta-análise já conduzida, na qual foram observadas incidência e mortalidade de 21,6 e 23,9%, respectivamente. Esses achados confirmam a importância de se estabelecer a diretriz KDIGO para definição e manejo da IRA em UTIs brasileiras.
(https://www.scielo.br/j/jbn/a/QjhkzpV9HBCRN5BfpLJysHs/ ?format=pdf&lang=pt)
A pesquisa apresentada trata-se de um estudo epidemiológico do tipo