“E até, como por vezes julgo que os outros se equivocam, mesmo nas coisas que pensam saber com a
maior certeza, pode ocorrer que ele tenha querido
que eu me engane todas as vezes que faço a adição
de dois e três, ou que enumero os lados de um quadrado, ou que julgo alguma coisa ainda mais fácil,
caso se possa imaginar algo mais fácil que isso. Mas
talvez Deus não tenha querido que eu fosse ludibriado dessa forma, pois diz-se que é soberanamente
bom. Todavia, se repugnasse à sua bondade ter-me
feito tal que eu me enganasse sempre, isto pareceria
também ser-lhe de alguma forma contrário, permitir que eu por vezes me engane, e não obstante não
posso duvidar que ele o permita” (Descartes, 2005,
p. 35-36).
Nesse sentido, é correto afirmar que(,)
Nesse sentido, é correto afirmar que(,)