Mesmo sendo viável manter culturas de bactérias e fungos em suas formas ativas, existem técnicas de preservação destes organismos, por longos períodos, isentos de contaminação e sem riscos da perda de suas características originais. Algumas dessas técnicas são de fácil execução, podendo ser usadas mesmo em laboratórios de pequeno porte, outras, por serem mais elaboradas e necessitarem de grandes investimentos, são mais adequadas às grandes coleções de microrganismos e às indústrias biotecnológicas. Acerca da preservação de microrganismos, julgue os itens seguintes.
I Uma maneira econômica de preservação, por longo período, de bactérias fitopatogênicas Gram-negativas, como Agrobacterium tumefaciens e Xanthomonas spp., pode ser em tubos de ensaio fechados contendo água destilada esterilizada e mantidos a 4 ºC.
II A liofilização consiste no congelamento de suspensão de microrganismos, com rápida evaporação no vácuo. O tubo de vidro contendo o organismo a ser preservado deve ser hermeticamente vedado por fusão do vidro submetido a uma chama. Essa técnica, de grande eficiência para a preservação de bactérias, não pode ser utilizada para a preservação de fungos.
III Tiras de papel impregnadas com suspensão bacteriana, após secagem e mantidas em envelopes de alumínio no interior de uma jarra contendo cristais de sílica desidratados, podem preservar bactérias viáveis por vários anos.
IV Bactérias ou esporos de fungos podem ser preservados por longos períodos, supercongelados em freezer a -80 ºC. Nesse caso, a suspensão aquosa de células bacterianas ou de esporos de fungos, em frascos de vidro fechados, passa por um congelamento rápido, sendo então mantida à temperatura de -80 ºC.
V Até o momento, não se obteve sucesso com a criopreservação de fungos e bactérias em nitrogênio líquido (-179 ºC a -196 ºC).
Estão certos apenas os itens