O texto abaixo trata das tradições de estudos na área de etnologia, conhecida no Brasil como pesquisa antropológica sobre populações indígenas. “(...) Ou bem a etnologia, consciente de que tal articulação é um processo de dominação colonial, define seu objeto como constituído historicamente, política e teoricamente pela dominação e, portanto sua tarefa como sendo a de cartografar criticamente tal constituição (com os olhos em uma futura reconstituição menos desfavorável aos índios); ou bem, buscando a perspectiva das ‘instituições e organizações sociais indígenas’, ela conclui que, longe de estarem unilateralmente englobadas pela situação colonial, essas estruturas tomam tal situação como um contexto de efetuação entre outros, e assim a extrapolam de múltiplas formas, que cabe à etnologia compreender (...)” (Eduardo Viveiros de Castro. Etnologia clássica. In: Sérgio Miceli [Org.] O que ler nas ciências sociais no Brasil [1970-11995], São Paulo, Editora Sumaré, pp. 109-224). Com base no texto acima, analise os enunciados que seguem:
I - o autor aborda criticamente em seu artigo as tradições marxistas e estruturalistas sobre estudos de populações indígenas no país, nas vertentes da teoria do contato e da etnologia clássica.
II - o autor aborda as tradições marxista e culturalista de forma crítica e propõe a atualização dessas vertentes de estudo.
III - o autor propõe mudança na perspectiva sobre a teoria do contato e a dominação colonial e insere como alternativa a perspectiva de estudos sobre as instituições indígenas.
IV - os estudos sobre a dominação colonial e sobre as instituições são ambos de abordagem estruturalmarxista adotada pelo autor.
Estão corretas apenas: