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O Brasil tem experimentado rápidas e profundas transformações no seu perfil demográfico, socioeconômico e epidemiológico nas décadas recentes, que têm modificado o perfil de adoecimento e morte. A urbanização acelerada, sem a infraestrutura adequada, e o rápido envelhecimento da população, por exemplo, são determinantes, comuns a países de desenvolvimento recente, que explicam parte importante do nosso perfil epidemiológico atual. Além disso, o maior intercâmbio global de pessoas e produtos tem produzido um crescente compartilhamento de riscos relacionados com surtos de doenças transmissíveis. As causas externas também se constituem em outro desafio para a saúde pública pelo crescimento de hospitalizações e mortes decorrentes de acidentes de transporte terrestre (ATT) na última década, particularmente relacionadas com as motocicletas.

SILVA JÚNIOR, Jarbas Barbosa da. Cenário epidemiológico do Brasil em 2033 - uma prospecção sobre as próximas duas décadas. Rio de Janeiro: Fundação Osvaldo Cruz, 2015.

Com base nas informações do texto apresentado e nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.

As doenças infecciosas experimentaram uma diminuição importante do respectivo peso na mortalidade global desde o início do século passado. No Brasil, na década de 1930, essas doenças representavam 65,6% da mortalidade, enquanto hoje representam apenas 1%. Tais avanços geraram expectativas de que esse declínio inexorável persistiria de maneira linear, até um ponto de eliminação das doenças infecciosas, impulsionadas pelos avanços tecnológicos propiciados pelos antibióticos e pelas vacinas.

 

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