A Primeira Guerra Mundial reduziu a cacos o Império dos Habsburgo e completou a desintegração do Império Otomano. Não fosse pela Revolução de Outubro, esse também teria sido o destino do império do czar da Rússia, já muito enfraquecido, como foi o do império alemão, que perdeu tanto a Coroa quanto as colônias. A Segunda Guerra Mundial destruiu o potencial imperial da Alemanha, que alcançara breve realização com Adolf Hitler, e destruiu também os impérios coloniais da era imperial, grandes e pequenos: o britânico, o francês, o japonês, o holandês, o português e o belga, assim como o que restara do espanhol. Por fim, ao final do século passado, o colapso dos regimes comunistas europeus determinou o fim da Rússia, tanto como a entidade multinacional que era no tempo dos czares quanto no império soviético, que existiu, mais brevemente, na Europa central e oriental. As metrópoles perderam seu poder, assim como suas dependências. Só uma possível potência imperial persiste.
Eric Hobsbawm. Globalização, democracia e terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.78-9 (com adaptações).
Infere-se do texto que uma das mais significativas conseqüências da Segunda Guerra Mundial foi a